Bate vento, traz a
fada
bate asas da
imaginação
na noite, artesã de
sonhos
me envolve com tuas
canções
me nina e me aninho em teus
braços
no calor da tua alma, me
enlaço
buscando bem dentro de
mim
forças pra superar o
cansaço

A Fada de Kuri Tyba, (palavra em tupi-guarani que
significa: Abundância de Pinheiros), mistura de Fada e deusa
dos nossos nativos, veio voando com suas asas feitas de gotas de
luz (milhões delas, misto de gotículas de orvalho e
partículas de estrelas), encontrar-me nas sombras da
noite.
Noite de lua cheia, céu
estrelado.
Usava um vestido de alça branco e prata, com uma
brilho de cegar os olhos, comprido que iam até seus
pés
descalços.
Na transparência do seu belo traje, vislumbrava-se
sua completa nudez, um corpo estonteante, pele alva, curvas
perfeitas, seios com formas de taça, quadris bem desenhados,
harmônico, ventre com leve penugem dourada, pernas... Que
pernas... Corpo de fazer inveja a Afrodite, dizem que Afrodite
retalhou-se quando se deparou com a beleza da Fada de Kuri Tyba...
Jogou fora o espelho dado a ela por Narciso, e, jurou nunca mais
fazer a pergunta, “Espelho, espelho meu, existe algo ou
alguém mais bela do que
eu?”
Reza a lenda, que foi nesta fada que Michelangelo se
inspirou pra esculpir sua
Vênus!
Ela chegou iluminando as sombras, misturando a elas sua
silhueta tão ou mais bela que ela
própria.
É a luz do paraíso que clareia não
só a noite, mas todo universo, que surge para poucos,
transformando as almas daqueles que a
vêem.
Deixa no ar um perfume de pinho e lavanda, bem como uma
suave brisa de frescor, que nos toca a
pele.
Sonho, realidade, nem sei mais o que pensar, aparece do
nada, de outra dimensão ela
surge.
E, confesso a todos, que me contagiou de alegria,
felicidade e amor.

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